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Inovação

Como as healthtechs estão transformando o setor da saúde

As startups de saúde, chamadas de healthtechs, estão prontas para revolucionar o setor com redução de custos e aumento da sua eficiência.

Gerir uma unidade de saúde não é tarefa fácil. Desde a marcação de consultas, até controle dos estoques, esse setor exige muita atenção e cuidado de quem está à frente do empreendimento. Porém, mesmo sendo árduo, esse processo pode ser muito facilitado com o suporte de novas tecnologias. Pode-se citar como exemplos os softwares que surgiram para dar uma força na gestão de consultórios, clínicas, centros de diagnóstico por imagem e hospitais.

Por muitos anos, no entanto, a área de tecnologia no mercado de saúde foi tocada, quase exclusivamente, por grandes corporações internacionais. Os serviços oferecidos eram, em sua maioria, softwares pouco customizáveis e planejados para serviços mais específicos. Além da baixa flexibilidade, ainda se tratava de um serviço caro, o que fez com que os esses programas ficassem restritos a poucos lugares que podiam adquiri-los e adaptá-los. Assim, centros de saúde menores ou não localizados em capitais, por exemplo, tinham um acesso muito limitado ao universo tech.

Mas uma virada trouxe melhorias para consultórios, hospitais, laboratórios e, até mesmo, clínicas veterinárias: a chegada das healthtechs no país. Esse cenário potencializou-se ainda mais com a pandemia, que obrigou o setor a se reinventar rapidamente. Além de questões de ordem prática, essas mudanças vieram acompanhadas também de revisões no âmbito legislativo.

Quer compreender melhor o tema? Acompanhe a seguir para entender o que são as healthtechs, em quais áreas da saúde elas atuam e também os benefícios e dificuldades que existem nessa combinação de saúde e tecnologia. 

O que são as healthtechs?

healthtechs
Foto de Mart Production / Pexels

As healthtechs são startups que atuam na área da saúde. A nomenclatura é formada pelas palavras “saúde” e “tecnologia” em inglês. Como todas as startups, as healthtechs são empresas fundadas por pessoas que trabalham com ideias diferentes daquelas do modelo vigente, de modo escalável e em condições de extrema incerteza. Em outras palavras, são empresas que nasceram para inovar e tornar essa inovação acessível para muitas pessoas.

Campos de atuação: que áreas da saúde estão sendo revolucionadas pelas healthtechs?

A resposta mais adequada para essa questão é “todas”. Afinal, o setor da saúde é bastante extenso, com diversas especialidades. Cada uma dessas áreas pode obter vantagens ao transformar suas rotinas de trabalho com a inserção das tecnologias.

Porém, não foi sempre assim. É o que explica a fundadora e presidente da Dr. TIS, Jihan Zoghbi:

“Na área de saúde, os sistemas digitais tradicionais existem no mercado há 20 ou 30 anos, mas eles foram criados essencialmente para cobrir um gap no hospital, que era o de atender, faturar e receber. Era uma jornada bem comercial-industrial, sem foco no paciente ou mesmo no profissional da saúde”.

Esse padrão ficou para trás e, desde então, cada diferente área da saúde vem recebendo inovações de diversas healthtechs. São melhorias que visam resultados mais eficientes, rápidos, baratos e acessíveis para todos que estão envolvidos na jornada do paciente.

Por serem versáteis e otimizarem o processo como um todo, as healthtechs podem estar presentes desde o momento em que o paciente identifica algum sintoma ou mal-estar, até a conclusão e avaliação do atendimento dado. 

Confira abaixo alguns dos principais setores de atuação das startups de saúde.

Plataforma de agendamento e teleconsultas

healthtech
Foto de Shvets Production / Pexels

Com a chegada da pandemia, a legislação brasileira avançou e permitiu que as consultas passassem a acontecer, sempre que necessário, remotamente. Essa novidade, que gerou um certo estranhamento para alguns, acabou sendo uma grande solução, conforme já era previsto pelos entusiastas do universo tech.

“Com a pandemia, veio o uso da telemedicina e dos sistemas na web. Sabemos que há resistência, mas também percebemos com nossos usuários que, quando eles começam a usá-los, depois de uma ou duas experiências, eles gostam e não querem mais parar” explica Jihan, que já oferece os serviços de plataforma de agendamento, teleconsultas e prontuário eletrônico pela Dr. TIS.

Prontuário eletrônico

Atualmente, cerca de 70% dos dados médicos seguem registrados em papéis. Isso faz com que as informações fiquem pulverizadas, exigindo que o paciente precise levar seus documentos médicos a cada consulta. Outra dificuldade está na compreensão mais sistêmica do quadro de saúde da pessoa, bem como na organização das informações e garantia de que elas não serão perdidas com o passar do tempo.

Nesse âmbito, o prontuário eletrônico garante que os dados sejam preservados, mantidos 

em segurança, sempre com respeito à privacidade do paciente. Também pode servir de auxílio no caso de tratamentos multidisciplinares, permitindo que as descobertas e exames feitos por outros profissionais sejam acessados por seus colegas. Claro, tudo isso sempre com a autorização prévia do paciente.

Plataforma de imagens médicas de telerradiologia

healthtech: transformando a saúde
Foto de Laura James / Pexels

Carregar enormes exames de raio-x ficou no passado, graças às plataformas de imagens médicas de telerradiologia, como é o caso do PACS da Dr. TIS. Ela permite que, após a realização do exame, as imagens diagnósticas possam ser carregadas manualmente pelo software ou enviadas diretamente dos equipamentos de radiografia pré-configurados. 

As imagens ficam armazenadas na nuvem e disponíveis para a visualização médica. Outra vantagem é a big data adquirida com esse processo. Com o uso de inteligência artificial, o centro de pesquisa da Dr. TIS auxilia a equipe de profissionais a prever e a laudar os exames. Com isso, os laudos gerados se tornam mais assertivos e certeiros.

Além disso, há também benefícios econômicos. Por se tratar de uma solução escalável em nuvem, não é necessário que a instituição invista em storage e em servidores de armazenamento. Tampouco precisa se preocupar com a segurança do servidor, uma vez que aquele utilizado pela Dr. TIS é de responsabilidade da Amazon, uma referência no mercado.

healthtechs: transformando o setor da saúde
Foto de Anna Shvets / Pexels

Há, ainda, a possibilidade de permitir a troca de informações de modo rápido e seguro entre os médicos da instituição. Em um só lugar, os profissionais podem acessar os dados e os históricos dos pacientes, tornando todo o processo de decisão mais eficiente.

O PACS da Dr.TIS conta com um portal de resultados, no qual o paciente pode acessar seus exames de qualquer lugar, inclusive em uma possível consulta com um médico de outra instituição.

A telerradiologia permite que a tecnologia seja acessível a mais pessoas. “Atendemos médicos autônomos, instituições de pequeno, médio e grande porte. Todo mundo usa um sistema bom e eficiente, independente do seu tamanho, você paga só pelo que usa” explica a presidente.

Inteligência artificial

Como já citamos anteriormente, a inteligência artificial também é um dos grandes trunfos das healthtechs. Ela é útil em muitos âmbitos, como na capacidade de auxiliar na prevenção e no mapeamento de probabilidades de se desenvolver doenças, em diagnósticos, entre tantas outras possibilidades. A IA pode aparecer em diversos processos, desvendando dados, auxiliando médicos a tomarem decisões mais rápidas, acertadas e com menores chances de erros. Ou seja: um trabalho conjunto entre humanos e máquinas que pode salvar muitas vidas. 

Big data: o poder do conhecimento

Outra grande possibilidade que as healthtechs trazem é a de unir milhares de dados. Toda essa informação, ao ser processada com o auxílio de bons profissionais de matemática e estatística, além do amparo da inteligência artificial, pode gerar uma análise promissora do que foi encontrado.

Essa base de conhecimentos permite uma Análise de Dados capaz de auxiliar na melhoria dos diagnósticos, gerar aprendizados e, ainda, pode ser um pontapé inicial para pesquisas inovadoras. Também pode ser um suporte para prever doenças possíveis de serem desenvolvidas e, até mesmo, instruir ações que evitem que a condição se desenvolva.

Em resumo, a big data torna possível gerir uma enorme quantidade de informações, o que seria impossível se dependesse apenas do processamento humano. Assim, estará cada vez mais próxima a ideia de que máquinas sejam capazes de reconhecer sintomas ou características de doenças que demandam atenção e ações futuras.

Robótica cirúrgica

Essa é uma área que, por vezes, parece ter vindo de um filme de ficção científica. Mas, não se engane, as healthtechs estão transformando as cirurgias executadas inteira ou parcialmente por robôs em uma realidade cada vez mais comum.

Com a precisão necessária e capacidade de acessar mesmo os menores locais do corpo humano, os robôs dão uma mão extra aos cirurgiões. Os procedimentos poderão ser cada vez menos invasivos, permitindo uma recuperação mais rápida e com menor chance de complicações.

Não há limites para a revolução das healthtechs

Ainda poderíamos citar muitas outras áreas de ação das healthtechs, como o uso da nanotecnologia para tratamentos imunológicos, o uso de wearables (dispositivos de monitoramento que o paciente pode usar no corpo, como relógios ou pulseiras, por exemplo), e muito mais. 

Da prevenção de doenças até o acompanhamento pós atendimentos, certamente há uma healthtech construindo um futuro mais saudável para todos.

Vantagens das healthtechs

healthtechs e inovação
Foto de Kevin Ku / Pexels

Agora que você conhece as principais áreas de atuação das healthtechs, que tal compreender algumas das principais vantagens que essas empresas trazem para os envolvidos no processo?

  • Personalização do atendimento em saúde conforme a necessidade da instituição, profissionais ou pacientes. Tudo sem envolver grandes custos de customização ou contratação de mão de obra especializada.

  • Inclusão e acesso aos processos mais modernos de saúde. Até mesmo as instituições menores, pessoas que não vivem em grandes centros ou aquelas com menos recursos poderão usufruir dessa democratização gerada pelas healthtechs.

  • Conforto e acesso aos melhores profissionais. O atendimento remoto e as informações em nuvem permitem que o paciente seja atendido sem precisar se locomover até o consultório, evitando impressões desnecessárias de exames, custos com estacionamento e perda de tempo. As limitações geográficas deixam de ser um empecilho em diversos casos.

  • Os profissionais podem trabalhar em regime de home office. Com dados na nuvem, muitas funções podem ser exercidas de qualquer lugar com um bom acesso à internet. Assim, as instituições podem efetuar contratações qualificadas sem precisar se restringir a área em que estão localizadas. Os profissionais poderão viver, caso desejem, longe de centros urbanos que são mais caros e caóticos e ainda contarem com o conforto de trabalhar sem sair de casa.

  • Facilidade para os tratamentos multidisciplinares. Com o acesso aos dados, os profissionais poderão acessar e discutir informações de onde estiverem, proporcionando maiores chances de os tratamentos serem adequados, rápidos e eficientes.

  • Acervo de saúde. O paciente passa a ter uma espécie de “acervo” digital, que não será extraviado ou perdido e que o acompanhará ao longo da vida e por todas as suas consultas médicas.

  • Redução de custos. Não prescindir de grandes infraestruturas, desde espaços físicos até servidores próprios, ajuda a manter as contas em dia e tornar as consultas mais acessíveis, com melhores preços para os pacientes.

Pessoas em primeiro lugar

Como deveria ser o lema em todos os setores, as healthtechs também são uma ótima possibilidade de colocar as pessoas no centro dos serviços de saúde. Por meio do desenvolvimento de interfaces amigáveis, implementações rápidas, que não exigem muita infraestrutura local, e APIs que podem ser integrados sempre que necessário, sobra mais espaço para o protagonismo das pessoas na jornada.

É possível oferecer funções que o sistema tradicional não conseguiria, permitindo tratamentos mais personalizados, humanizados e eficientes. Assim, os profissionais podem focar nos seus atendimentos e usar a tecnologia como uma ponte nesse importante relacionamento.

Outra vantagem de tornar as tecnologias e as informações mais acessíveis a todos, é permitir que o paciente se empodere do seu tratamento. Com os produtos adequados, o paciente poderá ter autonomia e ações ativas diante da própria saúde e da sua qualidade de vida. 

Desde o desenvolvimento de experiências mais agradáveis para os usuários, até os aplicativos que monitoram a saúde do paciente, o mais importante em todo esse trajeto é priorizar as pessoas envolvidas. Dos profissionais aos pacientes, todos merecem ter um tratamento em que o foco seja a saúde e o bem-estar.

Principais dificuldades das healthtechs

Para finalizar, vale ressaltar as principais dificuldades que as healthtechs passam. São elas:

  • Manter o foco nos custos e na escalabilidade sem perder a qualidade do serviço oferecido.

  • Lidar com regulamentações que são caras e, muitas vezes, demoradas.

  • Vencer a resistência que alguns gestores podem ter com novas tecnologias ou possibilidades.

  • Trazer a inovação para um campo que é tido como tradicional e com receio de novidades, o que pode dificultar o financiamento para o desenvolvimento de novas tecnologias.

Conclusão

As healthtechs estão tornando a saúde um bem mais acessível a todos, trazendo muitas transformações disruptivas. Conseguem isso porque são capazes de obter o melhor resultado da relação nutrida entre as tecnologias e os grandes profissionais.

Ainda que as novidades possam assustar alguns, é uma questão de tempo para que os robôs e algoritmos estejam cada vez mais preparados para conquistar novos adeptos. 

O uso da tecnologia, além de reduzir custos, auxiliar em pesquisas e gerar um enorme valor para a área, faz algo muito mais relevante, que é trazer qualidade de vida para mais pessoas e, sempre que possível, salvar vidas. Uma colaboração e tanto para uma área com valores tão nobres. 

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